domingo, 30 de janeiro de 2011

O trabalho emagrece o Homem

Um dia você acorda, olha no espelho e percebe que algo não lhe faz feliz. Percebe que a situação não lhe agrade e que precisa parar de reclamar e se esconder. Percebe que precisa fazer algo para mudar!
O roteiro parece que está tratando de emagrecer, certo? Mas na verdade, estou falando sobre a troca de emprego. O que é coerente, afinal os dois assuntos são mesmo parecidos.
Em 2009, após ter emagrecido 50kg, vi que outra área na minha vida estava estacionada na zona de conforto. O profissional Everton estava acomodado em uma empresa porque, apesar de não ter mais como crescer, não sofria riscos. Apesar de ter detahes que não concordava, tinha certos privilégios pelo tempo de casa. Apesar de não ser totalmente feliz, tinha medo de ser mais infeliz fora dali, podendo não fazer novos amigos, não se habituar ao novo ambiente ou ainda ser demitido e ficar desempregado (olha a ansiedade aí!).
Porém, a experiência de emagrecer me ensinou que a zona de conforto não é uma posição satisfatória de se estar. Que as infelicidades podem ser mudadas se tomamos uma atitude.
Seja no emprego que não apresenta perspectivas para mim. Seja no relacionamento que não é saudável. Seja na condição que me incomoda ou em qualquer outra situação preciso aprender a assumir riscos e agir!

Livros

Hoje fui a uma livraria ver se encontrava um livro sugerido pela minha amiga, nutricionista e fada-madrinha Rute: “Aceitar o que existe”. Não encontrei, mas aproveitando que estava por lá, fui dar uma olhada na sessão de Psicologia e Neurologia.
Encontrei 2 títulos bem interessantes:
- Autoestima, como está a sua?, dos autores Matthew Mckay e Patrick Fanning, publicado pela Editora Vida E Consciência
Pode ser que você encontre este título nas estantes de autoajuda, mas lendo o 1º capítulo, logo percebe que a abordagem da terapia cognitiva comportamental fala mais alto.
Eu particularmente, acho bem interessante lidar com a autoestima, afinal a obesidade influencia muito neste ponto, da mesma forma que pode ser influenciada pela baixa autoestima. A nossa auto-crítica é perigosa e pode sabotar muitas conquistas. E, como acabei de ler, “cada pensamento, por mais doloroso que seja, existe porque é recompensado de alguma maneira”.
Conforme eu for evoluindo, compartilho aqui com vocês.
A imagem da capa é sensacional! Aquela sensação de que a pessoa é sempre menor, diz muito bem sobre a baixa autoestima... 

- Livre de ansiedade, Robert L. Leahy, publicado da Editora Artmed.
Acabei optando pelo outro título, mas preciso comentar este também.
Por coincidência, ontem uma amiga me escreveu “Cuidado com sua ansiedade é perigoso pra vc...”. E é mesmo!
As reações que elas provocam são quase sempre inapropriadas para a situação, causando estresse, assustando as pessoas, levando a atitudes irracionais e fazendo com que eu perca o controle da situação.
Entender como a ansiedade nasce e como controlá-la é muito interessante. Por isso, está na minha lista de desejos...

Superinteressante

A edição de fevereiro da Revista Superinteressante está nas bancas e, sendo bem óbvio, está interessante mesmo.
Neste post vou tratar só da matéria de capa, mas em outros, citarei umas notas e informações que li e gostei.
A edição traz na capa a matéria “Amizade – por que é impossível ser feliz sozinho”. Vou pinçar 2 pontos que eu considero legais para o emagrecimento.

1) O hormônio ocitocina
Atuando na reprodução – não só no sexo, mas também na preservação da espécie – a ocitocina (ou oxitocina) se faz presente não só na relação mãe-filho. Por questões da evolução genética, a ocitocina também regula a necessidade por formar alianças, condicionando-nos a fazer amigos. O grande barato é que os receptores deste hormônio estão localizados no córtex pré-frontal do cérebro, a mesma região que regula o controle emocional e, sob a ação da dopamina, regula as recompensas naturais, como o alimento.
Pergunta: será que a amizade, ou a sensação de ser aceito, pode influenciar na necessidade de comer e vice-versa?

2) Neurônios-espelho
Sabe quando uma pessoa boceja e, como mágica, você sente a mesma vontade? Esses são os neurônios-espelho em ação “imitando” alguém (na verdade, esses neurônios ativam regiões específicas do cérebro, simplesmente por observar, o que dá a impressão de copiar). A Super mostra uma pesquisa que diz “quando uma pessoa se torna obesa, seus amigos têm 45% mais risco de engordar” por culpa desses neurônios que tendem a simular uma situação na cabeça quando a vemos em ação. Louco, né? Mas se isso serve para engordar, também deve servir para emagrecer. Mais uma razão para se participar de grupos em que as pessoas estão emagrecendo, certo?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Tenho medo de ser ansioso

Pela manhã, entro no meu carro e o computador de bordo me informa que tenho combustível suficiente para ir até o meu local de trabalho. A partir daí, temos 3 cenários diferentes, em que o modo de pensar define comportamentos totalmente distintos:

Cenário 1: Se o computador de bordo diz que consigo ir até o trabalho, para que me preocupar? “Vambora”!
Cenário 2: Espera aí! Mas o computador de bordo não considera a hipótese de eu pegar congestionamento e consumir mais combustível do que o normal. É melhor eu ir até um posto e abastecer.
Cenário 3: Meu Deus! E se esse computador estiver louco? E se tiver acontecido um acidente no caminho, pegar congestionamento e eu ficar sem combustível no meio da estrada poderei ser assaltado, morto e ainda vou perder o dia de trabalho!

O medo é inato e, por incrível que pareça, ele é nosso colega. Ele prepara o nosso corpo para reagir a uma ameaça, fazendo com que fujamos ou lutemos.
Nos cenários 2 e 3, entra algo muito comum que é a ansiedade. Algo que eu vejo acontecendo, sendo um pouco mais forte que o medo. Embora, muitas vezes ela possa ser positiva, fazendo com que eu me previna, há casos em que a ansiedade pode ser irracional e improdutiva, levando a (re)ações ridículas.

Aos poucos, vou aprendendo que posso prevenir e modificar os acontecimentos que estão sob o meu controle (ex.: posso cuidar do que eu como para não engordar; posso manter o meu carro abastecido para não ficar sem combustível; posso levar uma quantidade de dinheiro extra, caso descubra que aquilo vai custar mais caro do que eu imaginava; posso revisar um assunto antes da prova...). Só que não há motivo para me preocupar com aquilo que eu não tenho o mínimo controle ou que seja improvável de acontecer (ex.: E se minha geladeira quebrar, como eu vou continuar controlando minha alimentação? E se terroristas invadirem o prédio onde eu trabalho? E se eu levar um tiro de bala perdida? E se ela for corinthiana e não gostar de são-paulinos?).

Ansiedade é perigosa para mim. NOSSA, e como eu sei! Entender a raiz dela, saber distinguir se é inútil e, principalmente, evitar que ela dispare ações negativas têm tudo a ver com me ajudar a emagrecer e viver melhor.
Respiro fundo, faço o meu melhor e dou tempo ao tempo... eu vou aprender.


Superman

Na adolescência, obesidade deve ser um dos maiores potencializadores de traumas. É quando estamos estruturando as conexões cerebrais no córtex pré-frontal (o que significa dizer que é a época da formação do auto controle emocional). Nessa período, ter a autoconfiança abalada por conta da aparência, forma uma grande tempestade dentro das nossas cabeças.
Tudo conta: obesidade, roupas fora de moda, aparelhos nos dentes, óculos...
Chegamos aonde eu queria! Óculos!
Dos 14 aos 30 anos usei óculos. Até que comecei a achar que ele atrapalhava a minha personalidade.
Para dar uma melhorada no meu visual, passei a usar lentes de contato em 2005. Apesar de não ser saudável, abandonei os óculos totalmente. Nada mais de cara de nerd, cabelo amassado por causa das hastes, oleosidade entre as sobrancelhas...
Tudo ia bem, até que fui ao oftalmo na semana retrasada e resolvi criar juízo: voltei a usar óculos. Pretendo revezar entre lentes e óculos, mas o caso é que em público serei visto muitas vezes de óculos..
Já que a minha intenção é deixar o meu ego fortalecido, ao invés de me imaginar como um nerd ou bookworm (os viciados em livros), prefiro construir a imagem de que eu sou meio Clark Kent, usando óculos para despistar minha verdadeira personalidade. E vocês podem ter certeza, por trás destes óculos, estou me considerando um Super Homem, capaz de atingir qualquer objetivo que eu sonhar.

Nota: a vida fica mais legal quando a gente dá risada dela, hahaha...

Semana 04 – 1,5kg a menos

“Todo Carnaval tem seu fim”, cantam os Los Hermanos... pensando nisso tenho que lembrar que nem todo dia é festa do caqui! Ainda mais se o caqui não for na hora da fome física...
Esta semana, mesmo conduzindo tudo conforme o combinado, nada de emagrecer mais 4kg. O resultado foi de 1,5kg.
Olha só o calvário desta semana:
- Fui ao cinema na 3ª e consegui resistir ao cheirinho de pipoca.
- Num restaurante, enquanto uma amiga comeu um riso milanese, com queijo e açafrão, fiquei no polo sem pasta nem birra. E ainda ouvi de um garçom “tem certeza que a água é pra você?”.
- Meus amigos do trabalho foram a um restaurante mexicano e eu suportei a tentação do chilli, taco, burritos e cerveja XX.
- Cheguei em casa e havia coxinhas fritas, mas fingi que elas não estavam lá!
- Ensaiei umas corridas durante esses dias, e fiz o pulmão pegar fogo e o coração trabalhar que nem pistão de Fórmula 1.
Com tudo isso, só 1,5kg!?!? Será que compensa continuar? Será que o meu milagre do emagrecimento vai parar?

Antes que a ansiedade me prejudique, foco no objetivo maior: mudar meu comportamento!
Fico sim de olho na balança. Ela é um excelente referencial. Mas de nada adianta fazer como da outra vez em que emagreci 50kg e continuei pensando com o estômago. Tenho que mudar essa compulsão, essa ansiedade e essa necessidade de compensar à mesa meus dissabores na vida.
Além do mais, 1,5kg em uma semana é coisa pra caramba!
Então, não perca a conta: em 3 semanas totalizei 8,5kg.
Valeu Luiz. Valeu Rute. Valeu a todos que me apóiam!

Peso oficial: 100,5kg
Aparentemente, pode ser que não tenha muita diferença, mas os joelhos, veias, artérias, coluna, intestino, rim, coração, fígado... nossa! Eles estão adorando!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ambiente favorável

Antes de entrar para a Meta Real, um pensamento me dominava: o que as pessoas lá vão pensar de mim?
Tanto era assim, que nas primeiras semanas pedia para que a Rute não falasse meu peso em voz alta. Ficava imaginando que ali iam tirar sarro de mim.
Se isso for um empecilho para você conhecer a Meta, não se preocupe! O ambiente que encontrei na turma do Brooklin, aos domingos na Vila Mariana e com o Luiz Henrique aos sábados em São Bernardo, é totalmente favorável para quem quer atingir seus objetivos. Pegando a turma que estou atualmente, fica fácil entender.
Na sala cheia, com 30 pessoas (isso mesmo!) dividindo suas experiências, tem uma diversidade de histórias que vale a pena conhecer.

- Kate, uma garota muito bonita e confiante. Completou um ano de Meta Real e, apesar de parecer que sempre foi magra, me faz lembrar que cada sabe onde o calo aperta. Mais do que emagrecer, ela sai da Meta Real sabendo comer melhor e motivando os outros: “se eu posso, todos podem”. Essa sim incorporou o que aprendeu!
- Ali vejo a Clélia. Uma senhora que enche o peito para dizer a idade: 63 anos! E ela tem o direito de dizer mais. Com apenas um rim, ela driblou os pessimistas, que poderiam dizer que depois de uma certa idade não dá mais para emagrecer, e vai rumo ao seu objetivo. Pensando nela, ficaria com vergonha de mim mesmo se não buscasse o meu melhor.
- Há um senhor que fez a cirurgia do estômago e está ali para aprender a se alimentar melhor, afinal a cirurgia muda o estômago, mas não o modo de agir nem o de pensar. Ele vai chegar lá, não tenha dúvida.
- Vejo ainda, mãe e filha seguindo juntas, incentivando uma a outra e se policiando para chegar, cada uma, a seu objetivo. Letícia, a filha, conta quando comeu um bolo sozinha porque tinha brigado com um namorado. Conheci as duas há uns 4 meses. Agora, com o rosto afinado, Letícia projeta mais a voz pra fora e ergue o queixo como se dissesse “eu tenho orgulho de mim”! E tem que ter mesmo!
- Dona Ivone ou Ione (perdão por confundir o nome)... essa vovó que está prestes a terminar o período de um ano, é uma pessoa super alto-astral. Não tem vergonha de dizer quando comete deslizes no trajeto dela, mas está ali, sábado após sábado. É isso aí, o comprometimento tem que falar mais outra!
- Uma outra dupla interessante é de uma netinha acompanhada de sua avó. Pelo menos foi assim que vi esta sendo chamada pela menina de 16 anos. Mas ela não aparenta ser avó há tanto tempo assim. Além de achar um grande barato ver essa proximidade entre duas gerações diferentes, foi legal ouvir da própria mocinha, que não parece estar acima do peso, que ela não está ali só para emagrecer, mas para aprender. Com um rostinho angelical, ela mostra um sorriso meigo que daria espaço para ela em qualquer revista “Capricho”, mas nem por isso ela é alienada.
- Uma outra moça começou no mesmo dia que eu. Casada, mas que foi acompanhada do pai, disse que tinha sido bailarina quando adolescente. Na sequência, deu para perceber os olhos olhando para baixo como se sentisse doer no orgulho ao lembrar que não era mais a mesma. No último sábado, percebi que ela tentou participar, dando sua opinião em voz alta. O que é um excelente sinal de que ela não quer se esconder e, por experiência própria, sei que este é o primeiro passo para evoluir.

São muitos outros casos e histórias ali. Não conheço todos. Mas vejo gente com quem eu aprendo e de onde eu tiro motivação pra seguir no meu projeto.