terça-feira, 14 de junho de 2011

Foco

Indo na onda do Chico Buarque, eu gosto de dizer “Deus é um cara gozador”. É incrível como os acontecimentos vão ocorrendo. Alguém lá em cima deve estar rindo muito!
O último exemplo, aconteceu neste domingo. 
Quem acompanhou o GP do Canada, além de ter visto uma corrida incrível, pode ter uma aula sobre foco.
Para quem não assistiu, um breve resumo: o alemão Sebastian Vettel, após ter sido pole position e ter liderado a prova durante 69 voltas, cometeu um erro na ultima volta permitindo que inglês Jenson Button o ultrapassasse.
Que lição! Que recado importante pra mim! Depois de ter ouvido várias vezes sobre "ter foco", "não derrapar no final", "atingir a linha de chegada", vem mais essa lição!?
O meu projeto - chegar aos 85kg - ainda esta em andamento. Até aqui, tudo ocorreu muito bem. Tão bem que a certeza de chegar ao sucesso me fez perder o foco!
Assim como Vettel, acredito que posso cometer um erro na ultima volta. Posso derrapar no momento mais importante da corrida, a poucos metros do final.
No meu caso, ao invés de ser ultrapassado pelo segundo colocado, posso perder para mim mesmo. Posso sair do trilho e nunca mais voltar.
Então, que tal limpar a mente e me concentrar no meu projeto? Volto a focar no meu objetivo e, enfim, chegar à minha meta.

Fôlego final

Uau! Nem lembro a ultima vez que estive por aqui. Muitas semanas se passaram...
Neste  tempo, muitas pessoas entraram em contato querendo saber “e o blog?”.
Estive envolvido em um curso na GV, o que andou tomando uma grande parte do meu tempo. Valeu a pena. Foi bom reciclar umas ideias e terminar com uma puta nota: 9,7! (Fê, você estava certa. Tenho que aproveitar melhor os 143 pontos na escala Terman...)
Dizer que o curso foi a única razão para essa longa ausência seria falta de vergonha da minha parte. Até porque, neste período, continuei com o meu projeto, cheguei aos 86kg e fiquei a 1kg do meu objetivo!
Acredito que a certeza de que eu posso chegar ao objetivo me fez relaxar. E essa prepotência me fez empacar.
Então, antes que eu perca o rumo, e até porque quero transformar este blog em um livro, nada melhor do que voltar a me concentrar no meu projeto. 
Vamos lá! É hora de voltar à ativa! Falta pouco!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sonhos

A nossa cultura sempre valorizou pessoas trabalhadoras e condenou o ócio e a preguiça. Por consequência, dormir é associado à vagabundagem e à vadiagem. Respeito é para ser exclusivo àqueles que dormem pouco e trabalham de madrugada.
O sonho está intimamente ligado ao ato de dormir. Ou seja, para sonhar é preciso dormir.
Mas para que serve o sonho?
A mesma cultura que considera que sofrimento e dignidade caminham juntas, diz que sonhos são alertas e previsões proféticas. Não vou entrar em discussões de credo aqui, mas prefiro pensar em algo mais concreto, se é que dá para ser concreto falando em sonhos...
O sono envolve 4 estágios que se diferenciam pelas ondas cerebrais. No 4º estágio, em que o cérebro está em atividade delta (emitindo uma freqüência na faixa de 3,5Hz), ocorrem interrupções de atividade teta (frequência que chega até 7Hz) num fenômeno conhecido por sono REM – não é a banda, mas sim a sigla em inglês para Movimento Rápido do Olho.
Para entender o que é isso, dá para imaginar o cérebro como um armário com uma gaveta destinada às suas roupas e outra gaveta destinada a roupas que você ainda não sabe se vai ficar com elas.
O sonho, nada mais é do que a passagem das roupas que você não sabia se ia ficar com elas (memórias de curto prazo, como uma conta que você está calculando, um problema que você está resolvendo, um trabalho que você está fazendo, um livro que você está lendo) para a gaveta das roupas do dia a dia (memórias de longo prazo, como saber tabuada, andar de bicicleta ou qualquer outro hábito ou aprendizado).
Abrir mão de boas horas de sono é privar-se da capacidade de transformar em aprendizado uma experiência ou uma vivência. Sonhar realmente faz bem.

Eu sei... tudo isso dito por alguém que não vem dormindo mais do que 5 horas por dia. Eu sei... preciso mudar isso também.

Mais algumas dicas para aqueles que gostam de falar que dormir é frescura: fraqueza; diminuição do tônus muscular; irritabilidade; envelhecimento precoce; desatenção; perda da memória; redução na capacidade de raciocinar, planejar, criar e executar; comprometimento do sistema imunológico e grande possibilidade de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, gastro-intestinais e OBESIDADE!
E aí!? Continua achando bonito ser workaholic?

Carona nas oportunidades

Já ouviu falar que o chineses têm a mesma palavra para se referir à crise quanto para a oportunidade?
Minha crise começou quando recebi uma carta do serviço de trânsito municipal comunicando que, depois de tomar algumas multas, eu havia perdido a permissão para dirigir.
No momento o que mais preocupava era como eu ia conseguir trabalhar? O trajeto São Bernardo – Alphaville não é simples. E para complicar mais ainda, na minha área existe uma regra (que eu considero ridícula) que diz “não temos hora para entrar e, menos ainda, para sair”.
Transporte público? Carona? Ônibus fretado? Mas como se eu nunca sei que hora vou sair? Poderia pedir férias e ficar em casa até conseguir retomar minha carteira de habilitação... o que eu faço?
Se tem algo que o emagrecimento me ensinou foi que ficar sofrendo sem tomar uma atitude é algo totalmente inútil. Vivi anos e anos com problemas porque estava acima do peso mas não fazia nada a respeito. Com isso, o problema só foi aumentando de tamanho literalmente.
Então vamos lá! Nada de ficar com dó de mim mesmo. Entreguei a carta de habilitação e encarei o desafio. Após tentar algumas alternativas, organizei o que considerava o mais adequado para o momento.
- Acordava às 5h.
- Pegava um ônibus às 5h40.
- Chegava à estação de metrô às 6h.
- De metrô, seguia até uma outra estação onde pegava um ônibus executivo às 6h30.
- Chegava ao escritório em Alphaville às 7h30.
- Quando chega às 20h, pegava um ônibus que iniciava o caminho inverso, chegando em casa por volta das 22h30.
- Banho, jantar e um tempinho resolvendo algumas questões pessoais... por volta da meia-noite estava na cama pronto para dormir menos de 5 horas por noite.
Por favor, não me inveje...

Na semana passada, recuperei a permissão para dirigir. Mas quer saber? Vou continuar seguindo esta programação: acordo às 5h e, vindo de carro, chego ao escritório às 6h30!
Masoquismo? Não... é que descobri aí uma oportunidade.
Chegar cedo à agência parece ser mais produtivo porque o silêncio facilita o meu trabalho. Consigo chegar aqui, ler, estudar, trabalhar e até postar no blog! Reduzo o trânsito pela manhã e crio uma disciplina de me estabelecer um horário para entrar e sair, o que era impossível com a crença de que em agência de propaganda é bonito trabalhar até de madrugada...

Há umas semanas, me escreveram dizendo que as coisas acontecem por uma razão. Que pode ser que as coisas não sejam do jeito que queríamos, mas que aquilo sempre vem para o nosso melhor.
Não acredito nisso! Mas acredito que se soubermos lutar e buscar nossos objetivos, vamos enxergar novas oportunidades ao invés de nos rendermos às crises.

Semana 12 – Ainda na luta

Olha só quem voltou! Após duas semanas de ausência, estou aqui postando novamente no blog.
Desânimo? Desistência? Desprezo? Nada disso! Continuo na luta, agora mais perto do objetivo: faltam 4,6kg! No acumulado de duas semanas foram 2,2kg. 700g na semana anterior e 1,5kg nesta aqui.
Então qual a razão deste sumiço? Falta de tempo, simples assim...
Não que eu tenha deixado o meu projeto pessoal de lado, desistido de escrever o livro ou ir ao Programa do Jô Soares, mas temos que fazer escolhas a todo momento (quando a gente reavalia a vida, sabe como isso é verdade...) e tem horas que compromissos - como o trabalho - falam mais alto.
Estou aqui e agradeço por você estar aí! Vamos que vamos... agora falta pouco!

Números da semana:
Peso oficial: 89,6kg
Já foram: 19,4kg em 12 semanas
Faltam: 6,8kg

Cadê a foto? Essa eu fico devendo... talvez durante a semana. Sorry...

domingo, 20 de março de 2011

Passando mal

Todo mundo associa o ato de comer à sensação de prazer. Isso é claro e simples de entender, uma vez que o cérebro produz a sensação de satisfação, fazendo com que a gente busque comer para não morrer de fome.
A questão é: quando esse prazer se torna um problema? Quando nos preocupamos mais com o prazer de comer e deixamos de pensar na dor do abuso?
Tenho uma história que ilustra bem isso. Aconteceu quando eu, antes de entrar para a Meta Real, dei carona para uma amiga.
Na noite anterior, havia me deliciado com bifes à milanesa, devidamente empanados e engordurados. O meu corpo estaria satisfeito e bem alimentado com um bife. Mas a compulsão não respeita essas regras e fui mais longe. Não sei dizer quantos bifes comi naquela noite. Só sei que, na manhã seguinte, acordei com uma sensação estranha. Mas, como havia combinado um horário com minha amiga, não podia perder tempo. Tinha que correr para buscá-la.
No caminho, já comecei a sentir uma coisa estranha. Um enjoo misturado com um desconforto abdominal. Talvez precisasse parar para ir a um banheiro, mas achei q era algo momentâneo, então continuei.
Como se fosse mágica, no momento em que minha amiga entrou no carro, aquelas sensações tomaram forma. O enjoo começou gritar dentro de mim, transformando-se na necessidade de vomitar. E aquele desconforto abdominal me fez entender que havia algo de errado nos meus intestinos, se é que você me entende...
O que fazer? Não ia poder dizer para uma mocinha que eu precisava parar para ir ao banheiro. Não seria britânico da minha parte! O certo, de acordo com a minha crença, era ser forte e seguir viagem.
No caminho, o suor gelado corria solto enquanto eu tentava pensar numa solução ou no melhor caminho para evitar trânsito. Minha amiga, alheia a tudo aquilo, falava como se espera numa relação entre duas pessoas.
_ Eu trouxe suco, você quer?
_ Não.
_ Meu cunhado tem ingressos para a feira do automóvel, você quer?
_ Não.
_ Você gosta de...
_ Não.
Depois de algumas tentativas, quando estávamos no meio do caminho, ela não agüentou e disse:
_ Você não fala muito, né?
E eu tive que dizer a verdade:
_ Sabe o que é, eu acordei mal hoje. Estou com muito enjôo e passando mal por conta do que eu comi ontem à noite. Estou pensando se paro no meio do caminho, se volto para casa ou tento chegar na agência...
Pronto! Ficou pior se eu tivesse feito algo logo no começo do mal estar... Mas agora era tarde demais. Devia correr para chegar o quanto o antes ao nosso destino.
Os 50 minutos do percurso pareceram um fim de semana inteiro para mim e meus intestinos! Mas consegui me salvar.
De qualquer forma, fiquei pensando “por quê?”. Por que eu como mais do que eu preciso? Por que eu fico me fazendo passar mal? Por que eu corro o risco de passar um vexame público sendo que não precisaria nada daquilo?
Vou lembrar esta história para evitar repetir abusos como aquele e sofrimentos como no dia seguinte.

Feliz Saint Patrick´s Day

Quando comecei em propaganda, ouvia dizer que a propaganda não cria necessidades, mas sim, trabalha em cima de necessidades existente. Os executivos de marketing têm um mérito que não se pode negar. Saber transformar uma necessidade em um hábito é um exercício feito com maestria.
Saint Patrick´s Day é um exemplo. O dia de São Patrício é uma celebração tipicamente irlandesa – São Patrício é o padroeiro da Irlanda e a quem é atribuída a conversão dos irlandeses em cristãos - comemorada com muita cerveja.
Até aí, nada a ver com o Brasil, certo? Porém, não dá para negar que temos um potencial incrível para o consumo de cerveja. Então, ano após ano, a festa do dia 17 de março vem sendo cada vez mais divulgada.
Para quem pensa em reeducação alimentar, quem tem o objetivo de emagrecer e quem se expõe em um blog que acompanha seus passos, o St. Patrick´s devia ser só mais um dia.
Pois é... mas não foi assim. Saindo do trabalho nesta última quinta-feira, e ainda sem carro, me encaminhei até um pub em São Bernardo (o Liverpool – até o nome tem tudo a ver comigo) e fui para tomar um pint (medida que equivale a 568ml) de Guinness (a cerveja mais tradicional da Irlanda e a minha preferida). Chegando lá, uma banda tocava uma seleção de músicas que parecia uma lista criada por mim – Beatles, Smiths, Cure, Depeche, New Order, U2... Para somar, uma incrível promoção – o pint que costuma custar uns R$20,00 estava por R$10,00! E na compra de 3 pints, uma camiseta Guinness!
Já dá para perceber que eu deslizei, não é? Ao final da noite, foram 4 pints...
A punição veio: o desempenho não tão excelente é resultado dessas cervejas a mais. Então, já fu castigado e não vou ficar me torturando. Aproveitei a noite, voltei a ser britânico por uns instantes e fiz o abuso conscientemente.
Se ficou algum arrependimento? Sim... deveria ter pego uma camiseta M. A camiseta G ficou grande...